Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
Capital Brasileira do Agronegócio

ÁREA DE ATUAÇÃO

Brodowski

Brodowski: arte, abacaxi...

Nome difícil de pronunciar, mas fácil de lembrar. É uma homenagem ao engenheiro polonês Alexandre Brodowski, inspetor geral da Cia. Mogiana que atendeu o pedido de fazendeiros da região para construir uma estação ferroviária onde hoje está a cidade. A cidade, famosa por ser a terra natal de Cândido Portinari, é também conhecida nacionalmente como a Capital Brasileira do Abacaxi.

Da produção áurea nos anos 70, sobrou a fama. Hoje a cidade não produz comercialmente nenhum abacaxi, mas possui um entreposto de venda da fruta, onde produtores de várias partes comercializam sua produção. As caminhonetes, com placa de Brodowski, saem pelo Brasil afora vendendo a fruta. A “grife” ajuda a vender e gera cerca de 800 empregos, entre motoristas e auxiliares de venda. A produção rural sempre foi o impulsionador do desenvolvimento. Hoje a produção é responsável por 30% da arrecadação municipal.

Outro fator importante na geração de emprego e renda é a concentração de pequenas confecções. Cerca de 2.000 costureiras atuam na cidade. O comércio é fraco, devido à proximidade com Ribeirão Preto, mas as indústrias são sólidas. Da cidade saem mensalmente 4 milhões de produtos para o tratamento de cabelos. A empresa Gota Dourada, na cidade desde 1996, não pára de crescer e é conhecida em todo país. A indústria de Bebidas Fabbri existe desde antes da fundação de Brodowski. Foram os imigrantes, que vieram para a região para colher café, que definiram o rumo que a cidade tomaria. O casal Fabbri, que não se adaptou à colheita, começou a produzir cerveja de alta fermentação sete anos antes do surgimento da cidade. Hoje a indústria produz 26 produtos diferentes e continua investindo.

Os pais de Cândido Portinari também chegaram a região, vindos da Itália, para colher o grão. O artista nasceu em uma fazenda de café e morou até os 15 anos em Brodowski, para onde sempre voltava para se reciclar, mesmo depois de famoso. As “coisas do interior” foram temas recorrentes em seu trabalho, quer na representação de plantações ou de trabalhadores do campo. A aposta da cidade para o crescimento é a arte. Existe muito a ser feito em infra-estrutura em todas as áreas: água, iluminação, esgoto, asfalto, saúde e educação.

A prefeitura acredita que se a cidade for considerada “estância turística”, além de receber mais repasse de verbas, as obras que vierem a ser feitas em função do turismo beneficiarão toda a população. A maior expectativa é o “Parque Cultural Cândido Portinari”, um projeto que tem apoio do filho do artista, João Cândido, que se empenhou pessoalmente para que o arquiteto Oscar Niemeyer, amigo do pintor, projetasse o parque que será construído na fazenda onde nasceu Portinari. O projeto depende de apoios financeiros que estão sendo providenciados.

Se tudo der certo, a obra terá além de um memorial, onde estarão as cinzas do artista, um centro de convivência, um campus com uma escola de artes que abrigará um grande acervo de Portinari. Atualmente, segundo a prefeitura da cidade, cerca de 380 obras do pintor estão em poder do Banco Central. Foram dadas como pagamento de dívidas de diversas instituições financeiras. Estão longe do público e, por isso, a intenção é levá-las para a terra do artista, que no dia 29 de dezembro faria 100 anos. A cidade quer ganhar este presente.

Dados:
417 produtores rurais
Cana: 11.000 hectares - 715.000 ton.
Café: 950 hectares - 14.250 sacas
Soja: 100 hectares - 4.500 sacas

Julho/2003

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