Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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Américo Brasiliense

Américo Brasiliense: doce sabor do desenvolvimento

“Cidade Doçura”. Título que Américo Brasiliense adotou depois de perceber que, na vocação agrícola natural do município, a produção de cana-de-açúcar se transformou na principal atividade econômica, apesar de ser a sede de apenas uma usina.

Quem chega na cidade pelo entroncamento das rodovias estaduais Antonio Machado Santana e João Ribeiro de Barros logo descobre a usina lá embaixo, no vale, entre colinas verdejantes de cana-de-açúcar que esperam a hora do corte no período de safra. A Usina Santa Cruz tem capacidade para moer 3 milhões de toneladas de cana, produzir 1 milhão e 200 mil litros de álcool por dia e armazenar 114 milhões de litros. A usina produz 25 mil sacas de 50kg/dia de açúcar. O plantio da cana é de mais de sete mil hectares e a previsão de colheita supera as 600 mil toneladas nesta safra. Cerca de R$ 150 milhões por ano são girados pela usina em pagamento de salários, insumos, compra de peças e de combustíveis.

Durante a safra são empregados 4 mil trabalhadores, a maioria do município, que possui pouco mais de 28 mil habitantes. A força da cana, que responde por 90% da produção agroindustrial de Américo Brasiliense, tem reflexos diretos na economia local. O Armazém Mercatello, maior supermercado do município, sente queda de 20% nas vendas durante a entressafra, conta a proprietária Ana Maria Cavallari Martello. Segundo ela seu negócio pode crescer 40% em faturamento, depende das negociações com a usina para o fornecimento de cestas básicas. ”Se multiplicarmos o custo da cesta básica, R$ 30, pelo número de funcionários, posso incrementar o faturamento em R$ 105 mil por mês”. Exemplos como este mostram a importância do agronegócio no município.

Segundo a Prefeitura Municipal de Américo Brasiliense, a agroindústria responde por mais de 50% do repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) realizado pela Secretaria Estadual da Fazenda, cerca de R$ 46.086.288,00 de um total de R$ 80.400.000,00. O comércio e os serviços, com mais de 600 estabelecimentos na cidade, respondem por R$ 32.526.157,00 e as 45 indústrias instaladas geram R$ 1.787.555,00. São números que foram construídos ao longo dos anos, desde 1947, quando a usina foi montada, na Fazenda Santa Cruz para substituir o café, que deixou de ser atrativo. Surgia um novo ciclo de desenvolvimento econômico.

O então distrito de Araraquara começava a ganhar importância. Com a construção do Hospital Samaritano Nestor Goulart Reis, em 1950, pelo governo de Adhemar de Barros, nascia a possibilidade de Américo Brasiliense caminhar pelas próprias pernas. Em 1963 a população do distrito aprovou a emancipação em um plebiscito, e dois anos depois Antônio Pavan foi eleito o primeiro prefeito da nova cidade. O município nasceu preocupado com a qualidade de vida de sua gente. O pronto-socorro local realiza por mês cerca de nove mil consultas. A rede de esgoto e a água encanada atendem a 100% dos domicílios residenciais. Todas as escolas da rede municipal de ensino têm computadores e os mais de seis mil alunos estão on-line com o mundo.

Américo Brasiliense aposta na localização privilegiada. Situado na Bacia do Rio Mogi-Guaçu, região central do Estado, o município fica entre grandes centros como Araraquara (13 km), São Carlos (30 km) e Ribeirão Preto (70 km). Razão pela qual, um Distrito Industrial foi criado para atrair indústrias e trazer novos investimentos. Foram aprovadas leis de incentivo municipal que permitem isenção total de IPTU, de 50% do ISSQN, de taxas de licença para localização e funcionamento.

O desenvolvimento econômico e social dá ao município a perspectiva de um destino nobre, de sucesso, semelhante ao do homem que lhe emprestou o nome, Américo Brasiliense de Almeida e Mello, advogado republicano natural de Sorocaba, que teve importante papel na transição brasileira do Império para a República. Foi presidente das províncias da Paraíba, São Paulo e Rio de Janeiro. Construiu muitas amizades, entre elas, com Manoel Antônio Borba, que se estabeleceu no antigo povoado e decidiu homenagear o amigo ilustre.


Dados:
Cana: 3.000.000 de toneladas
Álcool: 1.200.000 litros/dia
Açúcar: 25.000 sacas/dia

Setembro/2002

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