Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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Fernando Prestes

Fernando Prestes: confiança no futuro

Foi a grande quantidade de madeira que trouxe, em 1891, Leonel José Ferraz para a região onde hoje está a cidade de Fernando Prestes, local que ficou conhecido como “Matão do Leonel”. A exploração de madeira atraiu outros desbravadores e suas famílias, que com trabalho pesado transformaram a terra bruta em lavouras produtivas. Em 1894 foi iniciada a primeira plantação de café.

Nove anos depois, um serviço de troles fazia o transporte das cargas das fazendas para uma espécie de entreposto, para facilitar o escoamento das mercadorias. Esta iniciativa levou ao surgimento do povoado. O comércio de café, madeira e arroz era intenso. As máquinas de beneficiamento de cereais se multiplicavam. Com a chegada da ferrovia, em 1909, o desenvolvimento foi acelerado e o nome de “Matão do Leonel” ficou na história. O povoado foi renomeado “Fernando Prestes”, uma homenagem ao ex-Presidente do Estado de São Paulo, que entre outras coisas criou o Instituto Butantã.

A emancipação política da cidade aconteceu em 1935. A agricultura continua sendo o esteio de Fernando Prestes. São 665 propriedades rurais que produzem basicamente cana-de-açúcar e citrus. A variedade de frutas é grande. 20 empresas locais atuam na comercialização com o mercado externo. A cana-de-açúcar é cultura mais recente no município, e foi uma alternativa dos produtores aos problemas sanitários, como o amarelinho, e a instabilidade dos preços, estabelecidos por contratos de longo prazo atrelados ao dólar. Pequenas indústrias alimentícias utilizam parte da produção agrícola da cidade e da região: cebola, batata, alho e goiaba. Um novo distrito industrial está pronto, licenciado e há incentivos para atrair outras empresas para a cidade.

Fernando Prestes, com seus quase 6.000 habitantes, ficou conhecida nacionalmente no início de 2007 por conta de uma forte chuva que provocou o transbordamento do Ribeirão Mendes, que cruza a cidade, deixando um rastro de destruição. O Ribeirão subiu 5 metros do nível normal. A chuva praticamente destruiu as casas próximas ao Ribeirão, 74, que já estão sendo reconstruídas para abrigar os moradores em situação de risco. Foi um abalo para a infraestrutura da cidade, que hoje é um verdadeiro canteiro de obras. A pavimentação está sendo refeita para voltar aos 100% de ruas asfaltadas.

Para evitar novas inundações o Ribeirão dos Mendes começou a ser aprofundado e canalizado no mês de agosto. A obra também inclui a reconstrução das pontes danificadas. O fornecimento de água não foi afetado. O lixo é coletado e depositado em aterro controlado. A rede de coleta de esgoto já é uma realidade, mas a estação de tratamento ainda está em construção pela Sabesp Na área da saúde a cidade possui uma Unidade Básica de Saúde e um Posto, localizado no distrito de Agulha. Conta com 10 médicos e 4 dentistas para atender a população, e um ortodontista que atende crianças de 7 a 12 anos. Atuando na prevenção, a cidade dispõe ainda de duas equipes do Programa de Saúde da Família.

Existe apenas dois consultórios médicos particulares na cidade. Na educação municipal o ensino fundamental de 9 anos já está implantado há cerca de dois anos. Desde a educação infantil até a 8ª série do ensino fundamental é utilizada a metodologia de uma rede particular de ensino que fornece, além do material didático apostilado, treinamento mensal para os professores. O grande diferencial, segundo a Secretaria Municipal da Educação, é o número reduzido de alunos por classe, em média 20, e o atendimento psicológico para todos os alunos da rede. Para os 170 estudantes de nível universitário e técnico a prefeitura disponibiliza ônibus subsidiados para levá-los até outras cidades da região. Duas festas tradicionais são esperadas com ansiedade pelos moradores locais e da região: uma é a quermesse em prol do Hospital do Câncer de Barretos, que acontece no mês de abril.

Pioneira neste tipo de evento e há 16 anos destina verbas para o Hospital que atende todo o interior de São Paulo. A outra festa acontece em julho. É a Festa do Peão que leva artistas famosos para a arena de Fernando Prestes. Mas a população quer diversão e cultura o ano inteiro, por isso a administração municipal reativará o cinema, fechado no ano passado. A reforma do prédio da década de 20 prevê a volta da fachada original e equipamentos modernos de projeção. Além disso, o cinema passará a ser usado também como teatro, centralizando os eventos culturais da cidade.

Dados:
Propriedades rurais: 665
Cana-de-açúcar: 7.700 ha
Limão: 450.000 pés
Manga: 150.000 pés
Laranja: 250.000 pés
Tangerina: 30.000 pés
Murcot: 38.000 pés
Pastagem: 900 ha

Fonte: Casa da Agricultura.

Agosto/2007

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