Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
Capital Brasileira do Agronegócio

ÁREA DE ATUAÇÃO

Aramina

Aramina qualifica jovens em busca do desenvolvimento

O povoado que deu origem à cidade de Aramina surgiu por volta de 1905. Em 910 recebeu maior impulso para seu desenvolvimento com a chegada dos trilhos da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. O nome Aramina foi escolhido devido a existência, em grande quantidade, de uma planta com a mesma denominação em toda a região.

O povoado foi elevado a Distrito em 1935. Em dezembro de 1963, um plebiscito popular disse sim ao novo município, que reivindicava autonomia de Igarapava. Com o movimento revolucionário de 1964 às portas, somente em 7 de março de 1965 é que foi realizada a eleição para os primeiros administradores de Aramina. Hoje, com pouco mais de 5 mil habitantes, sofre com a escassez de recursos financeiros. A cidade tem orçamento de cerca de R$ 800.000,00, quase todo advindo do Fundo de Participação dos Municípios.

Apesar disso a infra-estrutura local é bem servida com água e esgoto tratados, asfalto e iluminação pública cobrindo quase 95% da cidade. O atendimento à população é considerado de boa qualidade. Na área da saúde, a Unidade Básica de Saúde foi totalmente reformada e faz o atendimento primário dos moradores. 13 médicos especialistas são contratados pela prefeitura. Para o atendimento de nível secundário os pacientes são encaminhados para Ituverava ou Igarapava. Os casos de maior complexidade são levados para Franca. Dois Programas de Saúde da Família (PSF) complementam o trabalho preventivo.

De casa em casa cada um dos doze agentes comunitários faz cerca de 120 visitas por mês. Os agentes têm o apoio de duas enfermeiras e dois médicos. Este tipo de atendimento diminuiu a procura não eletiva na Unidade Básica de Saúde, o que reduz as filas e a espera. O Programa Dose Certa, do governo de São Paulo, é complementado por medicamentos comprados pela prefeitura garantindo à população uma farmácia diversificada e mais abrangente. Outros procedimentos são feitos por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e dentistas. Na área da educação, Aramina municipalizou apenas o ciclo básico do ensino fundamental, 1ª a 4ª séries. Duas escolas atendem as crianças a partir dos 6 anos de idade.

Uma terceira, de responsabilidade do Estado, atende alunos da 5ª série do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. A aquisição de 20 computadores, no início de 2008, foi um marco para a educação local. Agora os alunos têm aula de informática toda semana. Os planos são ambiciosos, o que falta é espaço e verba. A prefeitura planeja implantar o ensino em tempo integral e adquirir lousas inteligentes. Outra ambição é conseguir implantar na cidade uma unidade do SENAI, já que as unidades existentes estão a 80 quilômetros de distância. Como Aramina tem várias cidades ao seu redor num raio de 25 quilômetros ela funcionaria como um pólo de capacitação para os jovens da região.

O esporte tem sido um incentivador da educação na cidade. Para participar das atividades no Centro Esportivo Municipal de Aramina é preciso estar freqüentando a escola. Mais de 300 jovens estão inscritos em diversas atividades esportivas, principalmente futebol. Todos recebem uniformes, materiais esportivos, alimentação, transporte e orientação técnica. Os maiores empregadores estão fora do município. São usinas de cana-de-açúcar que hoje demandam mão-de-obra mais especializada. Convênios firmados com empresas e faculdades da região têm permitido oferecer aos jovens cursos rápidos de capacitação como turismo e hospitalidade, já que existe um projeto para implementar o turismo rural. Focados na força da economia regional os cursos de rotina administrativa e gestão de agronegócio também foram oferecidos.

Aos poucos a cidade busca alternativas para aumentar a oferta de empregos. Por enquanto, a opção é melhorar a qualificação dos jovens para que eles trabalhem na microrregião e continuem morando em Aramina.


Dados:
Cana-de-açúcar: 10.000 ha
Soja: 3.000 ha
Amendoim: 1.500 ha
Bovinocultura corte: 1.500 cabeças
Bovinocultura leite: 500 cabeças

Fonte: Casa da Agricultura.

Novembro/2008

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