Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
Capital Brasileira do Agronegócio

ÁREA DE ATUAÇÃO

Santa Ernestina

Santa Ernestina: dinheiro em caixa para investir em desenvolvimento

Em 1888, a área que hoje abriga a cidade de Santa Ernestina era coberta por mata fechada. Foi nesta época que o casal Rachel e Manuel Rollo resolveu se instalar no local para cultivar uma pequena plantação de café. Outras famílias foram chegando com o tempo, e formaram o primeiro núcleo populacional do então Ribeirãozinho. Mas o impulso para o desenvolvimento da cidade foi a construção da estação ferroviária, para favorecer o escoamento do café da Fazenda Cambuhy, de Carlos Magalhães.

Foi a família Magalhães que fundou a Estrada de Ferro Araraquarense, e naquela localidade homenageou a nora do seu fundador, Ernestina Reis de Magalhães. Logo após a instalação da Estação um povoado começou a se formar, e logo foi batizado de “Vila de Santa Ernestina”. O apogeu do desenvolvimento aconteceu entre os anos de 1930 e 1940. Milhares de sacas de café beneficiado eram embarcadas em trens especiais com destino a Santos. O “trânsito” era intenso com carroças, carros-de-boi e alguns poucos caminhões. Apesar da crise que viveu a cafeicultura, esta atividade foi o carro-chefe da economia local até os anos 60, quando foi substituída pela citricultura. Em 1964 a “Vila”, como era conhecida, recebeu sua emancipação política e começou a ser chamada apenas de Santa Ernestina.

A laranja alavancou a economia até o final dos anos 80, quando a cana-de-açúcar se instalou e predomina até hoje. Oficialmente a população diminuiu nos últimos anos em cerca de 300 moradores. Segundo a prefeitura, hoje são 5.500 habitantes. Essa diminuição se deu, principalmente, em função da mecanização da colheita da cana-de-açúcar. Os trabalhadores, temporários e menos qualificados, retornaram para suas cidades. Para os homens não há desemprego. A mecanização no campo melhorou o nível de emprego e consequentemente a renda. A falta de oportunidades para as mulheres é a grande preocupação da administração municipal. Algumas frentes de trabalho em usinas foram criadas, a pedido da prefeitura, para atender a este público. Oficinas de culinária, costura e artesanato são saídas paliativas para garantir renda para as mulheres.

Mas a prefeitura quer mais. Com dinheiro nas mãos espera comprar, no início de 2009, uma área para instalar um distrito industrial, onde empresas que empreguem mulheres terão incentivos. Aliás, dinheiro em caixa foi a marca da última administração, e valeu a reeleição do atual prefeito. Outros dois terrenos serão comprados, à vista, para a construção de 100 casas populares e para a instalação do aterro sanitário, que terá em anexo uma usina de reciclagem. Tudo isto vai gerar mais emprego e garantir o desenvolvimento da cidade, acredita o prefeito. Santa Ernestina vive uma fase de realizações. Na área de infra-estrutura conta com 100% de asfalto e iluminação pública.

Os emissários da rede de esgoto estão prontos e a lagoa de tratamento será inaugurada no final de 2009. que tem 8 médicos especialistas, receberá a partir de meados do ano que vem o apoio do Programa de Saúde da Família, para fazer o trabalho preventivo. A educação atingiu, antes do prazo estipulado, as metas de aumentar sua média no IDEB. O ensino fundamental de 9 anos começa a vigorar no próximo ano letivo (2009). São 4 escolas municipais que atendem do pré até a 4ª série do ensino fundamental, e 1 escola estadual que recebe jovens da 5ª série do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio. Todas as escolas têm sala de informática com acesso à internet banda larga.

O transporte de estudantes para faculdades e cursos técnicos em cidades da região será gratuito a partir de 2009. Será atendida, já no ano que vem, uma velha reivindicação dos estudantes e trabalhadores: um ônibus especial circulará aos sábados para levá-los aos cursos de pós-graduação e especialização. A cidade é pequena, mas a vontade de crescer e se desenvolver é grande, e o caminho passa pela educação e pela cultura. Em 2009 o cinema local será reativado e vai abrigar também um centro cultural. A “Cidade da Alegria”, como é cantada Santa Ernestina em seu hino, está cheia de motivos para sorrir, e quer mais: o sonho é aumentar seu IDH-M, Índice de Desenvolvimento Humano Médio, hoje em 0,770, para o mesmo patamar do IDH da educação da cidade, 0,854. O índice será a marca do novo salto de desenvolvimento, o passaporte para um futuro melhor.

Dados:
Propriedades: 149 - 83% até 100 ha
Cana-de-Açúcar: 8.200 ha - 85/ton/ha
Amendoim: 359 ha
Laranja: 117 ha
Pasto:185 ha
Bovinocultura: 332 cabeças

Fonte: EDR - Jaboticabal.

Dezembro/2008

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