Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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Serrana

Serrana: berço do álcool combustível

Serrana sedia uma das primeiras usinas de açúcar e álcool do país, a Usina da Pedra. O engenho da Fazenda da Pedra começou a produzir álcool carburante em 1931, época de crise econômica e colapso no mercado mundial, quando o Governo decretou a obrigatoriedade da adição de 5% de etanol à gasolina importada. A produção de açúcar da usina era pequena, 3 mil sacas, quase nada se comparada à produção atual de 3,8 milhões de sacas e quase 200 milhões de litros de álcool.

Só em 1948 é que Serrana foi elevada à condição de município, tendo como sua maior fonte de riqueza e empregos o agronegócio, situação que perdura até hoje. O agronegócio é responsável por 80% da renda municipal e 60% dos postos de trabalho. Os empregos dos moradores estão basicamente no campo: na Usina da Pedra, na Usina Nova União e na Serrana Papel e Celulose, que juntas empregam 5 mil pessoas. Mas como o agronegócio é impulsionador, as indústrias, principalmente as ligadas ao setor sucroalcooleiro, começaram a se instalar na cidade, a Sermag, que produz máquinas agrícolas, é uma delas e emprega 300 funcionários. O distrito industrial, que ficou 20 anos parado, recebeu recentemente as obras finais de asfaltamento e infra-estrutura. Todos os lotes foram ocupados, a maioria por empresas ligadas ao agronegócio.

A Prefeitura reconhece a importância do setor para cidade. Criou a Serrana Fest Show, que tem foco centrado no agronegócio e suas potencialidades. Potencialidades estas que incluem o biodiesel. Será implantada a partir de março de 2004 a primeira unidade industrial para fabricação de biodiesel em larga escala. Inicialmente serão produzidos 100 mil litros de biodiesel por dia, mas a capacidade total será de 250 mil litros/dia. O biodiesel será produzido a partir da reação química do álcool e óleos vegetais, principalmente de soja e amendoim. Com quase 35 mil habitantes, Serrana sofre com a falta de alternativas. Diariamente, cerca de 6 mil pessoas deixam a cidade para trabalhar em Ribeirão Preto.

A maioria empregadas domésticas e trabalhadores da construção civil. Se por um lado a proximidade com Ribeirão “resolve” alguns problemas, também cria outros. O comércio local sofreu durante muitos anos. As opções de lazer oferecidas por Ribeirão eram um convite para que os consumidores de Serrana fizessem suas compras também naquela cidade. Este problema começou a ser resolvido com a chegada de um grande magazine e de um supermercado de rede. O comércio local se organizou e hoje perde menos vendas. Para muitas cidades da região a localização próxima à cidade de Ribeirão Preto é um problema e uma solução. Por este motivo é que o prefeito de Serrana, Valério Galante, é um entusiasta da criação da Região Metropolitana de Ribeirão Preto. Segundo ele, já são 25 os municípios envolvidos em torno deste objetivo.

Um Projeto de Lei já foi apresentado na Assembléia Legislativa de São Paulo. Enquanto isso, Serrana busca alternativas para melhorar a qualidade de vida da população, instalando programas como o “Cidadão Rurícola”, que objetiva facilitar o acesso aos programas de saúde preventiva, cidadania e educação para o trabalhador rural. Além disso, 3 mil refeições balanceadas são oferecidas a estes trabalhadores. Às 5 horas da manhã elas estão prontas para serem levadas para o campo. A saúde recebe 35% das verbas municipais. A educação tem recebido atenção especial, com cursos de reciclagem, capacitação e aprimoramento pedagógico para todos os professores.

Há ainda muito a fazer. Os esforços agora estão voltados para a busca de financiamento para a construção do emissário de esgoto. A preservação ambiental é uma prioridade, pela proximidade da cidade com o Rio Pardo, e por estar situada sobre a zona de recarga do maior aqüífero do mundo, o Guarani.


Dados:
Café: 60 ha/ 600 sc
Milho: 200 ha/ 8.000 sc
Soja: 250 ha/ 11.250 sc
Alface: 300 ha - 3.000 engr/ 9dz
Pastagem: 750 ha/ 1800 cabeças (corte)
Amendoim: 1200 ha/ 120 mil sc 25kg
Cana: 8.000 ha/ 520.000 ton

Fonte: CATI Cravinhos.


Dezembro/2003

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