Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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Sertãozinho

Sertãozinho: cidade onde o PIB cresce 9%

Sertãozinho é, com certeza, um dos melhores exemplos de agricluster no Brasil. O termo que significa: uma concentração de empresas e instituições que geram a capacidade de inovação e conhecimento, favorecendo a construção de vantagens competitivas, cabe perfeitamente nesta cidade que cresce mais do que a China. Neste ano, em que comemora seus 110 anos, Sertãzinho cresceu 9%.

A cana-de-açúcar é a grande responsável por este resultado. Dos pequenos engenhos de aguardente, rapadura e melaço do século 19, que eram coadjuvantes das plantações de café, às expressivas 13 usinas e destilarias hoje instaladas na cidade, uma história de superação, mas principalmente de inovação. A cidade com 106 mil habitantes tem renda per capita de R$ 14 mil. Não há desemprego. Só em 2006 foram criados cerca de 6.000 novos postos de trabalho. A cadeia produtiva a cana-de-açúcar é a maior empregadora geradora de renda.

Dados parciais sobre as exportações deste ano, indicam que a cidade já atingiu US$ 135 milhões, 10 milhões de dólares a mais que no ano passado. Os maiores exportadores são as indústrias metalúrgicas, seguidas das usinas. Muitas dessas empresas são associadas à ABAG/RP: Caldema, Dedini, Sermatec, Simisa, TGM, as Usinas Santa Elisa, Santo Antônio, São Francisco e a Destilaria Santa Inês, além de associações e cooperativas de plantadores de cana, como a Canaoeste e a Copercana. Das cerca de 500 indústrias de Sertãozinho, 450 estão ligadas direta ou indiretamente ao setor sucroalcooleiro, mas não apenas a ele. Muitas delas usam tecnologia de ponta, 100% nacional.

São empresas que produzem desde sistemas completos de automação, equipamentos de base para usinas até o podão usado no corte manual da cana. Mas como em Sertãozinho a adaptação aos novos tempos segue no rumo da tecnologia, estão passando do podão para as facas das colhedoras. São empresas que exigem mão-de-obra especializada, que trabalham ininterruptamente. São grandes empregadoras e recolhem significativos impostos para a administração pública. Os resultados podem ser vistos nos investimentos: as escolas públicas têm conseguido notas expressivas nas avaliações nacionais; um novo prédio da escola técnica federal será inaugurada no início do próximo ano para formar e capacitar mão-de-obra, mesmo motivo que levou o Senai a aumentar a oferta de vagas.

Um novo distrito industrial está previsto para 2007, assim como a conclusão das obras da estação de tratamento de esgoto e o novo aterro sanitário. Um setor produtivo tão eficiente exige uma administração à altura. A cidade está no seu auge, e segundo o Ceise, Centro das Indústrias de Sertãozinho, existe o desafio de manter este crescimento e atender à demanda tecnológica do setor. “Nos próximos dez anos não há previsão de percalços”, completa. 2006 foi realmente um ano especial para a cidade. Até o Sertãozinho Futebol Clube, o “Touro dos Canaviais”, deu sua contribuição para a festa. Subiu para a primeira divisão do futebol paulista.


Dados:
Cana-de-açúcar: 30.440 hectares/ 82,14 ton/ha
Valor da produção: R$73,76 milhões

Fonte: Cati.


Dezembro/2006

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