Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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Taquaritinga

Batatão, frutas e futebol: as alegrias de Taquaritinga

Antes de se tornar Taquaritinga, o vilarejo de Ribeirãozinho era praticamente o retrato de todos os vilarejos do “sertão” paulista, terra de oportunidades para os imigrantes que chegavam para trabalhar nas fazendas. Com a vila crescendo, o trabalhador foi ganhando outras oportunidades. Os brasileiros natos eram raridade. Os estrangeiros ocupavam a maioria dos cargos: juiz de paz, coveiro, vereadores e até professores.

Mas a atividade agrícola é que realmente fez com que a cidade se desenvolvesse, cenário que se perpetua até hoje. Os empregos do comércio dependem do campo, se a safra é boa, as vendas também são. A indústria, geradora de empregos, depende da matéria-prima que vem do campo, basicamente frutas. Das cerca de 50 indústrias formais existentes na cidade, fora as informais, 80% está ligada à agricultura, antes ou depois da porteira. São fábricas de fertilizantes foliares e diversas indústrias de doces e sucos. Taquaritinga já sediou empresas multinacionais, que deixaram a cidade por causa da guerra fiscal. Quem ficou foi o empreendedor local, e a maioria vai muito bem.

A Guari fruits, que fabrica atomatados e goiabadas, tem 21 anos e é hoje a maior fabricante de goiabada da América Latina. Produz mais de dois milhões de quilos por mês. Sem uma logística que permita seu crescimento, a indústria que exporta para a Europa (Portugal, Espanha), África e América do Sul, tem foco interno voltado para o segmento atacado, cesta básica e prefeituras. A receita deu certo e muitas outras empresas de fundo de quintal seguem o exemplo da Guari na cidade. Mas esta capacidade de produção só é possível porque a cidade de Taquaritinga é a maior produtora de goiaba do Brasil e uma das primeiras em manga e limão. A laranja já foi mais forte no município, que hoje também abriga uma grande plantação de cana-de-açúcar.

Mas como na cidade 70% dos 800 produtores são considerados pequenos, por possuírem propriedades menores que 50 hectares, a diversificação é muito grande e a cidade é também grande produtora de carambola, maracujá, abacate, lichia, tangerina, soja, amendoim, leite e carne. Taquaritinga, hoje com pouco mais de 50 mil habitantes, quer mais agroindústrias. O prefeito Milton Nadir, produtor de goiaba, não cansa de propagar a privilegiada posição geográfica da cidade. Situada no centro do estado, é servida por excelente malha rodoviária, em área de influência da hidrovia Tietê-Paraná e do gasoduto Brasil-Bolívia, onde num raio de 100 km existem 10 milhões de habitantes. A cidade possui 3 escolas de nível superior, sendo uma pública, a FATEC, e escolas técnicas como a ETI – Escola Técnica Industrial, também pública, que forma mão-de-obra especializada em gerenciamento empresarial e alimentos.

Outro destaque é a presença da ETAM - Escola Técnica de Arte Municipal, em atividade desde 1932, uma das únicas do estado para formação técnica em música, que garante ensino de música em toda a rede municipal e banda aos domingos no coreto da Praça Central. Música, mas com ritmo de carnaval, é outro orgulho da cidade. O bloco Batatão, que começou em 1981, com uma Kombi velha de um grupo de amigos, hoje arrasta pelas ruas 10 mil pessoas por noite, durante o carnaval. O CAT, Clube Atlético Taquaritinga, é uma paixão à parte.

Fundado em 1942, chegou à primeira divisão do Campeonato Paulista em 1983. Sem um estádio adequado, o time corria o risco de não subir para a A1, mas a população se empenhou e em apenas 90 dias construiu o Taquarão, um estádio com capacidade para 30 mil pessoas. Foi a melhor fase do Clube. O time vem alternando várias divisões do campeonato paulista, mas os orgulhosos torcedores continuam fiéis e hoje, sem grandes glórias para contar, não deixam passar a oportunidade de lembrar que o zagueiro penta campeão, Edmilson, hoje jogador do Bayer Leverkusen é prata do CAT.


Dados:
Cana-de-açúcar: 2 milhões de toneladas
Laranja: 5 milhões de caixas
Goiaba: 40 mil ton/ano
Manga: 20 mil ton/ano
Lichia: 30 ton/ano


Fevereiro/2003

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