Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto
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04 Setembro 2013

Cadeia sucroenergética se une por política reestruturante

Foi realizado em Sertãozinho, no último dia 30 de agosto, um Ato Público em Defesa da Cadeia Produtiva Sucroenergética.

Quase 600 pessoas lotaram o teatro municipal da cidade, entre elas, dois Secretários de Estado, de Agricultura e Abastecimento, Sra. Mônika Bergamaschi, e de Gestão Pública, Sr. Davi Zaia; deputados federais e estaduais, prefeitos de diversos municípios canavieiros, trabalhadores, produtores de cana, empresários da indústria de base e usineiros.

Todos uníssonos no discurso em defesa do setor que é forte indutor do desenvolvimento social e econômico, e que gera emprego e renda para mais de dois milhões de pessoas nos diversos elos da cadeia produtiva.

O objetivo das manifestações é unir toda a cadeia ligada à cana-de-açúcar que passa por um de seus piores momentos, decorrentes da inexistência de políticas publicas que estimulem o investimento ou de políticas “cruzadas” que prejudicam diretamente o setor, como o não reajuste do preço da gasolina.

A situação hoje é preocupante. No campo produtores de cana apresentam dificuldades para cobrir os custos de produção; e usinas frearam investimentos ou até fecharam.

Nas cidades, indústrias fornecedoras de equipamentos para o setor chegam a trabalhar com metade da sua capacidade. Um cenário que é o oposto do que a demanda espera: dobrar a quantidade de cana moída e chegar a 1,2 bilhões de toneladas até 2020, o que significaria colocar em operação mais 100 novas usinas.

O prefeito de Sertãozinho, Sr. Zezinho Gimenez, falou dos efeitos da atual crise do setor sobre a cidade: a arrecadação de ICMS caiu 10%, as indústrias de base já começaram a demitir e no campo, como a conta não fecha, os investimentos necessários para a melhoria da produtividade não acontecem.

A intenção é que o Ato se espalhe pelos quase 600 municípios canavieiros do Brasil onde estão 400 usinas, 80 mil fornecedores de cana, 4 mil indústrias de base e 2,5 milhões de trabalhadores diretos.

Do evento saiu a “Carta de Sertãozinho”, que exige do poder público um olhar estratégico e medidas reestruturantes que garantam a retomada desse setor que é referencia global em biocombustíveis e bioenergia.

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